Encerrado em setembro, o projeto Lean nas Emergências deixou mudanças que já fazem parte da rotina do Hospital São Sebastião Mártir. Desenvolvido para qualificar os processos do Pronto Atendimento, o projeto contribuiu para reduzir o tempo de espera pelo atendimento médico e pelo leito de internação, além de promover a padronização de fluxos e processos e a definição dos pontos de cuidado conforme a criticidade dos pacientes.
Entre as mudanças implementadas estão também o desenvolvimento do plano de ação para iniciar o boletim médico, a realização do Huddle – reunião rápida, uma vez por turno, para definição de pendências – e a utilização de uma ferramenta padronizada para avaliar a superlotação e identificar gargalos em cada turno. Para os profissionais, as medidas representam maior organização do trabalho e processos mais claros; para os pacientes, a expectativa é de um atendimento com menos esperas e desperdícios.
Segundo Gabriela Flores, que acompanhou o projeto, uma das principais contribuições do Lean foi ampliar o entendimento sobre os problemas enfrentados na porta de entrada do hospital. “O Lean evidenciou que os problemas existentes na porta da emergência não são apenas da emergência, são de toda a instituição”, explica. A partir dessa percepção, as ações de melhoria passaram a envolver diferentes áreas e ultrapassaram os limites do Pronto Atendimento, gerando reflexos em outros pontos da instituição.
Mais do que mudanças pontuais, o projeto deixou como aprendizado a necessidade de acompanhar processos, identificar gargalos e buscar melhorias de forma contínua. “O projeto foi um divisor de águas para a instituição, modificou a cultura do atendimento”, avalia Gabriela. Mesmo com o encerramento das atividades do projeto, a proposta é que as práticas e aprendizados incorporados ao longo desse período continuem contribuindo para a organização do trabalho e para a qualificação do cuidado no HSSM.





